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Geoparques do Brasil: os 6 da UNESCO e projetos para conhecer

Por Equipe Go Analândia · Publicado em · Atualizado em:

Morro do Camelo em primeiro plano e Morro do Cuscuzeiro ao fundo, em Analândia
Foto: Gabriel Rosa · CC BY 2.0 · Cores, contraste e nitidez ajustados

Um geoparque é um território com patrimônio geológico importante que une conservação, educação e turismo com a participação da comunidade. Viajar por um geoparque é aprender a ler a paisagem: por que um morro ficou de pé, de onde vem a água, como eram os animais que viveram ali. Veja os reconhecidos pela UNESCO no Brasil e um projeto paulista que vale acompanhar.

Os Geoparques Mundiais da UNESCO no Brasil

Araripe (CE)

Primeiro geoparque brasileiro, integrado à rede mundial em 2006. A Bacia do Araripe é famosa pelos fósseis do período Cretáceo, incluindo pterossauros e peixes preservados em rocha.

Seridó (RN)

Reconhecido em 2022, reúne serras, lajedos, açudes e sítios arqueológicos no sertão potiguar.

Caminhos dos Cânions do Sul (SC/RS)

Também de 2022, abrange cerca de 2.830 km² entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com cânions como Itaimbezinho e Fortaleza, formados em antigos derrames de lava.

Caçapava (RS) e Quarta Colônia (RS)

Ambos reconhecidos em 2023. Caçapava destaca formações rochosas como as Guaritas; Quarta Colônia é conhecida pelos fósseis do Triássico, entre os dinossauros mais antigos do mundo.

Uberaba (MG)

Primeiro geoparque da região Sudeste na rede da UNESCO, conhecido pelos fósseis de dinossauros do Cretáceo, como em Peirópolis.

Projeto Geoparque Corumbataí (SP)

São Paulo ainda não tem geoparque reconhecido pela UNESCO, mas pesquisadores da Unesp de Rio Claro e parceiros desenvolvem o projeto Geoparque Corumbataí. Ele abrange nove municípios da bacia do rio — Analândia, Itirapina, Corumbataí, Rio Claro, Santa Gertrudes, Cordeirópolis, Ipeúna, Charqueada e Piracicaba — em área de recarga do Aquífero Guarani.

Analândia é um dos pontos mais visuais do projeto. O rio Corumbataí nasce no município, e o Morro do Cuscuzeiro e o Morro do Camelo são morros testemunho de arenito: restos de antigas dunas que resistiram à erosão. As cachoeiras se formam onde o rio encontra soleiras de diabásio, uma rocha vulcânica mais dura.

Ao visitar, trate o “Geoparque Corumbataí” como projeto em desenvolvimento, não como título já concedido.

Dicas para o geoturismo

  • Procure centros de visitantes e painéis interpretativos antes das trilhas.
  • Não leve rochas nem fósseis: em muitos casos, a coleta é proibida por lei.
  • Contrate guias locais formados pelos próprios geoparques.

Fontes

Perguntas frequentes

Quantos geoparques da UNESCO existem no Brasil?

Seis: Araripe, Seridó, Caminhos dos Cânions do Sul, Caçapava, Quarta Colônia e Uberaba.

São Paulo tem geoparque?

Ainda não reconhecido pela UNESCO. O projeto Geoparque Corumbataí, que inclui Analândia, está em desenvolvimento.

O que ver de geologia em Analândia?

Os morros testemunho de arenito do Cuscuzeiro e do Camelo, as nascentes do rio Corumbataí e cachoeiras sustentadas por diabásio.

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